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sábado, 7 de dezembro de 2019

Reflexão Pessoal

Após todas as informações levantadas acerca das observações de aula realizadas, destaco minhas impressões finais de forma sucinta. Primeiramente, percebi que os alunos impõem certa resistência a língua inglesa, acreditando que a mesma não terá grande serventia, talvez se essa resistência fosse melhor trabalhada em sala de aula, os alunos poderiam ter um outro ponto de vista em relação a aula.

O estágio me permitiu um novo olhar em relação a forma de ensino nas escolas, devido o contato ter sido maior dessa vez do que no estágio I, aprendi que um bom professor apesar do cansaço provido pela profissão pode sim, fazer a diferença no seu ambiente de trabalho e mostrar aos alunos que aquele mestre também já foi uma criança e um adolescente um dia, e que ele entende como é estar nessa idade, mas ao mesmo tempo não perdendo seu foco, que é transmitir e trocar conhecimentos com seus alunos.

Agradeço também ao PIBID por toda a experiência que obtive todo esse tempo presente como um professor, eu me diverti muito com todas aquelas crianças, e tudo que elas me deixam são memorias boas e aprendizados que levarei comigo na minha trilha profissional, então foi um passo de extrema importância pessoalmente para mim.

Minha dupla de estagio com quem trabalhei de forma tão brilhante, agradeço por termos concluído essa etapa juntos e com uma química tão divertida, a professora Adriana pela paciência, empenho e gentileza que levou durante essa disciplina, se mostrou ser muito mais do que uma professora, mas uma verdadeira guia durante todo esse percurso.

Nada seria possível sem a ajuda e disposição da professora regente de sala, que ajudou e auxiliou durante todo esse processo e que se dispôs a estar presente o tempo inteiro, a escola também pelo seu dinamismo e bem recebimento.


Foi uma jornada brilhante e que levarei comigo no próximo estagio




Sequência Didática desenvolvida no PIBID - Gênero Textual Quadrinhos

Antes de falar sobre estas 4 oficinas abaixo, previamente trabalhamos oficinas anteriores com outro grupo de alunos com o mesmo gênero textual abaixo, porém não foi um trabalho muito produtivo ou prazeroso, então a partir dessas novas oficinas, desenvolvemos um trabalho mais autônomo por parte dos próprios alunos, e desta vez o resultado foi lindo.

Primeiramente, todo o grupo sentou junto e se reuniu com a coordenadora responsável pelo nosso trabalho na escola, e apresentamos os fatos da oficina anterior, de como os alunos ficaram presos a um único tema (desmatamento e queimadas), e que isso podaria sua criatividade e que seria melhor para as oficinas que viriam, deixarmos o tema livre, para que os alunos pudessem expressar toda sua criatividade.

O gênero textual em questão é quadrinho, assim como todo conteúdo precisa ser situado antes de ser aplicado, preparamos uma sequência didática (no fim da página postagem), nessa sequência deixamos de forma explicita os objetivos que seria: criar historias, no caso Hqs (Histórias em quadrinhos) em língua inglesa, nossa preocupação maior foi evitar os erros das primeiras oficinas, fazer com que os alunos desenvolvessem a língua por eles e pelos colegas e não por um monte de palavras aleatórias jogadas a eles.

As oficinas então se iniciaram, primeiramente nos apresentamos como de costume e dissemos a eles que iriam criar produções em língua inglesa, todos já fizeram cara de espanto e insegurança, porém tentamos acalma-los que ninguém iria fazer produções do nada em outro idioma e que com o tempo isso iria acontecer.

Então realizamos a explicação sobre o que é o gênero quadrinhos, como ele funciona e sua estética, admito que foi minha parte favorita da primeira oficina explicar e mostrar slides sobre o gênero, pois tenho muito apreço pelos quadrinhos, pois eu cresci lendo turma da mônica, Marvel e Dc e foi impossível não lembrar do meu amigo e colega de curso fã de Hqs: Leandro. Durante a explicação os alunos pareciam estar se divertindo também, devido aos exemplos inusitados e a forma cômica que eu procurava interpretar.

Após as explicações, entregamos um material disponibilizado pela Professora Adriana, no qual eles teriam que analisar um quadrinho e completar a história dele, foi o primeiro contato deles com a Hq, e quisemos manter apenas neste minimo contato na primeira oficina, para não assustar e nem causar Pânico, o inglês ainda não havia sido introduzido, os mesmos produziram a continuação da história, ficou criativo e fofo.

/Fim da primeira Oficina/

Durante a segunda oficina (DATA), fizemos uma breve recapitulação de tudo que foi visto na oficina anterior para puxar na memória dos alunos, e os mesmos disseram tudo o que havíamos explicado na semana anterior, com essa parte atingida, começamos a introduzir a língua inglesa com palavras e expressões no quadro, e não colocávamos apenas as que nós achávamos, mas as sugestões dos alunos também, queríamos que os estudantes se sentissem incluídos na nossa oficina, que eles tinham escolhas, ou seja, desenvolver a autonomia, mesmo que com uma coia tão básica como dizer palavras. 

Começamos então a desenvolver com os alunos as Hqs, em primeiro momento os alunos estavam produzindo em português em forma de esboço, aconselhamos que fizessem dessa forma para quando passassem a limpo a ideia estaria desenvolvida por completo.

Enquanto a produção acontecia, nós Pibidianos íamos auxiliando e conversando com os alunos tanto para conhecer-los melhor quanto para inspira-los a desenvolver melhor sua criatividade. Os alunos eram extremamente divertidos, o ponto negativo é que os mesmos criavam muitos conflitos uns com os outros e acabavam se distraindo da produção e atrasando o termino.

Porém o objetivo da segunda oficina foi atingido considerando que todos desenvolveram suas histórias, e o maior aprofundamento viria a partir da terceira e penúltima oficina, onde eles realmente iriam criar suas Hqs em Língua Inglesa.  


/ Fim da segunda Oficina/

Durante a terceira oficina (DATA), retomamos de onde havíamos parado, no caso os alunos iriam passar a limpo o quadrinho que já haviam criado, porém com elementos de língua inglesa, e claro, com bastante cor e elementos criativos, utilizamos os materiais que nos forneceram para que os alunos colorissem e abrilhantassem suas Hqs.

Refizemos novamente o quadro de palavras em inglês com as palavras da oficina anterior e deixamos os alunos reiniciarem suas produções, esta foi a parte que eu estava mais curioso pra saber como sairia, pois com o tema livre, existiria milhões de possibilidades com expressões e palavras. E como iriamos adaptar certos jargões Brasileiros para a língua inglesa? bem, o desafio não foi apenas aceito como foi um sucesso e foi extremamente divertido.

A cada vez que eu respondia o que equivalia o que em português e inglês eles ficaram ainda mais motivados a continuar suas produções e a perguntar mais, percebemos que os alunos usando sua própria criatividade fez com que se sentissem mais confortáveis, os mesmos criaram muitas historias pessoais e foi lindo, uma das que me chamou mais a atenção foi a do aluno que criou uma linda história sobre ele e sua suposta namorada, o mesmo relatou que o sonho dele era se casar um dia, porém a maior cereja do bolo pra mim, foi quando o mesmo me pediu para ensinar a desenhar um arco-íris no seu quadrinho, particularmente arco-íris tem um significado pessoal e importante pra mim, tal fato me emocionou.


Após todos terminarem prometemos que na próxima semana e ultima oficina iriamos trazer um lanche para todos, os alunos ficaram extremamente felizes e ansiosos, também contamos que na semana seguinte iríamos transferir seus quadrinhos para o aplicativo no computador.

/ Fim da Terceira Oficina/

A finalidade da ultima oficina (DAATA) foi bem mais do que apenas para um lanche ou transferir os quadrinhos para o aplicativo, mas para me fazer perceber que nem tudo fica bem com tecnologia...
Durante o processo de transferência, as histórias perderam sua "mágica" e sua beleza, eu sinto que no computador não ficou tão orgânico como no papel, mesmo sendo produzido e acompanhado pelos alunos. Auxiliamos cada um dos alunos, porém com apenas dois notebooks ficou inviável, outros alunos tiveram que esperar sem fazer nada, e demorou mais que o esperado pela questão do sinal da internet. Acredito que tenha sido a unica parte negativa das oficinas.

Após todos terem transferido suas historias para o site, os Pibidianos mostraram os trabalhos desenvolvidos para o grupo inteiro, percebi que os alunos ficaram muito contentes com as produções que realizaram.

Com tudo finalizado, nos despedimos dos alunos, agradecemos por tudo que o PIBID nos proporcionou por esse um ano e meio, e ficamos satisfeitos com o trabalho que desenvolvemos.

/ Fim da Quarta Oficina/

Algumas fotos de vários momentos durante as oficinas:






Em relação a um panorama geral, acredito que o Pibid foi uma experiência incrível, eu realmente adorei trabalhar com essas crianças desde o primeiro momento, me ajudou a desconstruir muitas coisas e a melhorar minha capacidade como professor, e com certeza é uma experiência que levarei por toda a vida. ! Apenas gratidão 

Anexo da Sequência que criamos e utilizamos:



Regência de Estagio 6º Ano - (13/11/2019)

Após o termino do estágio no sétimo ano, é momento da ultima aula no sexto ano, antes da finalização completa do estágio de regência. Dessa vez o conteúdo seria um que a professora já havia trabalhado anteriormente.  Pensamos que seria bem mais simples, porquê os alunos já haviam passado por uma explicação previa daquele conteúdo, assim como a professora regente desenvolveu atividades com os alunos. Porém não quisemos ir com o pensamento que não iriamos precisar usar tanto empenho quanto antes, só pelo fato de que os alunos já haviam passado pelo conteúdo.


Entregamos a atividade acima para cada um dos alunos, e antes de a realizarmos, explicamos novamente para os alunos os conceitos de "Can e Can´t" previamente explicados pela professora. Deu para notar que os alunos estavam com a memória fresca em relação ao conteúdo, a professora que estava presente na aula, sorriu para os alunos e os parabenizou. Eu também me sentiria muito satisfeito se eu visse que meus alunos estão demonstrando o que aprenderam comigo para pessoas de fora, mostrando que realmente estou fazendo um bom trabalho.

Os alunos fizeram a atividade com incrível rapidez, fiquei muito impressionado, isso apenas confirmou que o conteúdo estava extremamente fresco na memória.Eu me senti extremamente contente quando fomos corrigir a atividade no quadro e os alunos praticamente gritavam as respostas, isso é muito comovente e dá mais vontade ao professor de continuar, foi uma experiência que, particularmente pra mim, foi a cereja do bolo. Eu realmente amei aquela turma
Em seguida, entregamos mais uma atividade para os alunos para abrir ainda mais o conteúdo do Can e Can´t, durante essa atividade percebemos as dificuldades aparecendo, era uma atividade mais complexa e requiria maior atenção e raciocínio, então fomos de mesa em mesa para sanar duvidas, alguns alunos ficaram tímidos e com receio de nós, porém tentamos não invadir seu espaço e damos autonomia para os mesmos nos chamarem quando achassem necessários.
Voltamos para corrigir no quadro, percebemos que agora os alunos finalmente haviam desenvolvido o conteúdo do jeito que aspirávamos, a professora regente também se mostrou contente e satisfeita com o resultado e inclusive auxiliou alguns alunos enquanto estávamos ocupados com outros alunos.

Para finalizar fizemos uma rápida dinâmica dividindo a sala entre Equipe A e B, com perguntas em relação ao conteúdo da aula anterior sobre as Interrogative Words (12/11) como um teste para checarmos se os alunos realmente haviam absorvido tudo o que havíamos dito na aula passada. Foi extremamente divertido, os alunos realmente estavam empenhados em participar, e nossa avaliação foi como eles se saíram durante a dinâmica, ou seja um sucesso.

Antes de irem embora agradecemos, entregamos balões para todos, percebemos que apesar das dificuldades em controlar a turma, eles reagiram bem ao conteúdo e a metodologia. E com isso terminamos o estágio de regência, não posso dizer que foi uma experiência completamente densa, pois apesar de tudo regemos apenas 4 aulas, então diria que o estágio foi mais experimental e nos deu uma noção de como vai ficar mais denso e difícil nos próximos passos, porém levo uma grande camada de aprendizado durante esse tempo.

Regência de Estagio 7º Ano - (13/11/2019)

No dia seguinte, 13 de novembro, continuamos a regência na turma do sétimo ano, devido a aula anterior ter sido impossível trabalhar a atividade do conteúdo por falta de tempo, seguiu-se com a atividade, com uma explicação novamente. Como mencionando anteriormente o foco em fazer os alunos mais atentos na aula estava como prioridade, queríamos capturar a atenção dos mesmos, então dessa vez mudamos um pouco a tática, passeávamos pela sala para garantir que os mesmos estariam menos eufóricos, a presença da professora regente na sala me intimidou um pouco, não queria causar nenhuma má impressão.

Como estaríamos continuando o que iniciamos na aula anterior, explicamos aos alunos o proposito da atividade e como os mesmos deveriam responder, tentamos expandir a explicação o máximo que podemos para que as dúvidas fossem minimizadas, em seguida demos um período de tempo para que eles realizassem a atividade, dessa vez os mesmos estavam mais focados e menos dispersos, claro que ainda havia bagunça, afinal são crianças, porém desta vez estavam inclusive conversando sobre a atividade. Enquanto íamos de mesa em mesa para garantir que todos os alunos estavam acompanhando o conteúdo e a atividade proposta.

Durante a atividade, também entregamos mais outro exemplo de preposições de tempos para estabelecer uma melhor explicação e desenvolver melhor a compreensão do conteúdo, eu me deliciei  novamente pela aluna declarar seu amor pela língua inglesa para a turma inteira, e o tempo inteiro estar inteirada na explicação e querendo saber mais, percebi também que ela ajudava os colegas com as dúvidas e orientava qual seria a melhor forma de se "chegar a uma resposta". Afirmo isto, a aluna em questão realmente me marcou, acredito que foi uma das primeiras vezes que me senti um professor motivado, mesmo que fosse apenas uma, a diferença estava acontecendo.

Para cumprir o conteúdo, fizemos uma explicação final no quadro usando como exemplo a folha que havíamos entregue (acima), com isso as dúvidas dos estudantes(pelo menos dos que estavam interessados na aula, desapareceu) corrigir a atividade foi bastante motivante pois ouvir o coro e a suas vozes altas respondendo quando perguntando é contagiante, eu me senti como um artista no palco e a plateia reagindo aos meus movimentos, gosto de pensar no professor não apenas como um mediador de conhecimento, mas também como um "Entertainer", pois apesar de todos os desafios e provações, um único professor pode mudar o dia de seu aluno.

Para finalizarmos, entregamos alguns balões para a diversão deles. Admito que durante a explicação novamente senti um frio na barriga por medo de estar errando ou transmitindo informação errada, porém com o decorrer da aula isso passou. Insegurança é algo que é completamente normal, ainda mais quando se está lidando com uma sala com 20 e poucas pessoas te encarando e esperando que você faça tudo certo e rápido, porém ainda sou apenas um aluno de graduação, aprendendo e me aprimorando a cada dia que passa, e com certeza posso afirmar que sou outra pessoa após esta experiência.

Regência de Estagio 7º Ano - (12/11/2019)

O estágio continuou no dia 12 de novembro  na turma do sétimo ano, anteriormente após conversar com a professora responsável pela turma e com a professora do estágio, um planejamento foi criado de acordo com a necessidade da turma, e de forma que contemplasse os conteúdos que deveriam ser ministrados. No sétimo ano, ministrar este conteúdo foi mais desafiador, eu particularmente achei muito denso e complexo para ser destrinchado em tão poucos minutos, porém o professor da atualidade têm que tentar fazer o que pode com o pouco tempo de que se dispõe.



O plano que foi usado para a aula ministrada

A professora responsável nos levou até a sala onde iriamos ministrar a aula. Após nos apresentarmos para a turma iniciamos a aula introduzindo as preposições de tempo com uma atividade que entregamos para cada um dos alunos. A turma do sétimo ano é mais dispersa comparada ao sexto, os alunos são mais desafiadores e precisam ser controlados a todo momento, o que dificultou um pouco o foco na atividade, durante todo esse acontecimentos fomos tentando mediar momentos onde colocaríamos a aprendizagem do conteúdo no meio das conversas paralelas.
Exemplo: quando víamos dois alunos conversando sobre algum outro assunto aleatório, perguntávamos como estava posicionado o objeto mais próximo daquele aluno, o aluno que não saberia responder ficava constrangido (não que este fosse o proposito, mas que o mesmo prestasse atenção na aula para saber responder a pergunta)
Usamos uma estratégia de explicação com objetos presentes na sala de aula, de modo que os alunos entendessem a ideia do conteúdo de forma simples, apenas alguns alunos participaram da interação, outros continuaram conversando. Durante este método de explicação uma das alunas prendeu sua atenção completamente, respondendo e auxiliando nas perguntas, a perguntei depois se ela tinha interesse em inglês, a aluna respondeu que adorava língua inglesa e que era sua aula preferida, ouvir isto me deixou extremamente feliz, e confirmou minha teoria que: os alunos que tem pré-disposição para aula de inglês tem certo gosto e apreço pela língua. A aluna declarou que ouve bastante música internacional, isso me fez lembrar de mim na época da escola, apaixonado por língua inglesa e tudo graças a música que estava sempre presente na minha vida.
Entregamos uma outra atividade e explicamos sobre ela,porém devido ao tempo disponível se tornou material para a próxima aula, no caso no dia seguinte. Ficamos um pouco decepcionados por não ter conseguido trabalhar essa atividade na mesma aula, porém aprendemos como os professores se sentem quando planejam algo e ás vezes tem que adiar para outro dia.

 
A Aula terminou sem que tivéssemos a chance de realizar a atividade com os alunos, percebi que esta aula se tornou mais desafiadora devido a falta de foco dos alunos, e mesmo chamando a atenção deles os mesmos pareciam não se importar. Porém há as boas sementes com que se pode sempre contar para fazer a aula andar, o objetivo de voltar para aquela sala na próxima aula e fazer os alunos se atentarem mais estava em pauta como prioridade, afinal, não se pode simplesmente fingir que se está ensinando, uma resposta do público é necessária.

Regência de Estagio 6º Ano - (12/11/2019)

A partir do dia 12 de novembro eu iniciei o estágio de regência na turma do sexto ano, anteriormente após conversar com a professora responsável pela turma e com a professora do estágio, um planejamento foi criado de acordo com a necessidade da turma, e de forma que contemplasse os conteúdos que deveriam ser ministrados. O desafio sem dúvida foi: ser um professor atuante por um dia em uma turma que não te conhece, você não conhece o nível da turma e não sabe como os mesmos reagem aquela disciplina.

O plano que foi usado para a aula ministrada

A professora responsável nos levou até a sala onde nos introduziu aos alunos novamente, os mesmos pareciam animados com o fato de terem professores diferentes na sala, outros começaram a cochichar entre si. Ao entrar na sala me assustei com crianças tão afoitas e cheias de energia, pensei comigo mesmo, "será que vou dar conta de lidar com isso ?"
Conversamos com a turma e então iniciamos a aula explicando sobre as Interrogative Words e o que iriamos fazer, admito que fiquei um pouco nervoso em relação a explicar o conteúdo para os alunos, devido precisar usar uma linguagem mais simples para que eles consigam entender, afinal na universidade temos que nos acostumar a uma linguagem mais culta para apresentar trabalhos e seminários, mas apesar do nervosismo, acredito que consegui transmitir o conteúdo de forma compreensível.
Durante a explicação do conteúdo posso ter me atrapalhado um pouco e confesso que faltou um pouco mais de preparo psicológico, mas segundo alguns dos meus vários professores, nós nunca estamos realmente preparados para uma sala de aula até chegarmos em uma.
Em seguida entregamos uma atividade impressa para que eles sentassem em dupla.

Atividade que foi usada em dupla com os alunos, nela os alunos teriam que associar a ligação com o que se encaixa melhor de acordo com a função dos "W-h questions". Acredito que a atividade foi bastante objetiva e simples, os alunos pediram auxilio e nós ajudamos, percebi que durante a realização da atividade alguns não estavam levando muito a sério, fiquei receoso de "colocar ordem" em alguns destes alunos por medo de como poderiam reagir. Os alunos trabalharam bem em dupla, usaram exemplos do quadro e com nossa assistência terminaram a atividade em menor tempo.

Em seguida outra atividade foi entregue para os alunos, para completarem o termo que se encaixasse melhor na questão. Esta atividade foi um pouco mais complexa e iria requerer um maior desenvolvimento do pensamento do aluno, segundo minhas observações ela não teve tanto sucesso como a anterior, mas mesmo assim persistimos para que o aluno tentasse, afinal nem sempre o aluno irá se deparar apenas com os conteúdos fáceis de seja quaisquer disciplina.

Os mesmos continuaram realizando a atividade em dupla, e corrigimos no quadro sanando as dúvidas dos alunos. Durante o momento em que estávamos corrigindo a atividade no quadro, os alunos se mostraram ansiosos para saber se haviam acertado, alguns atrapalharam um pouco a correção, fazendo bagunças ou falando mais alto que nós. Percebi como é um desafio como professor manter a voz durante uma aula, sua garganta seca, sua voz se torna áspera e sua garganta doí. Isso me fez sentir por todos os professores que eu perturbei durante as aulas nos meus tempos de escola, quem diria heim?!
 Originalmente seria realizado uma gincana com balões, mas devido um dos alunos ter medo de balão, a dinâmica foi cancelada. Percebi a frustração daquele aluno por ele ter este medo, alguns colegas riram e julgaram como "bobagem". Me senti mal pelo pobre menino, afinal todos nós temos nossos medos e frustrações, a escola deveria checar se este medo tem alguma relação com algum fator exterior e como poderia ajuda-lo.

Confecção do Plano de Aula

Deveríamos compor um plano de aula para quatro aulas, duas do sexto e duas do sétimo ano, a professora regente nos transmitiu o conteúdo que a mesma iria trabalhar em sala de aula durante aquela semana, através desse cronograma, criamos um plano que atendesse as necessidades do conteúdo. Nossos objetivos foram focados na pratica do vocabulário e da pronuncia. Eu fiquei bastante preocupado de como os alunos iriam nos receber até porquê seriam dois professores e não apenas um.
Devido o fato que iriamos dar continuidade a um conteúdo que já havia sido iniciado antes pela pro pria professora, refletimos como trabalhar de forma que não se tornasse repetitivo, porém desenvolvesse os conhecimentos prévios que os alunos haviam adquirido anteriormente. Pensamos então em fazer um apanhado do conteúdo e em seguida aplicar uma atividade que seria desenvolvida em sala de aula de forma coletiva, foi um pouco desafiador, alguns alunos se recusaram a fazer a atividade ou prestar atenção na explicação.
Obviamente houve equívocos e mudanças durante a aula, como o tempo era extremamente curto tivemos que fazer o que podíamos no momento.
Nesta aula percebemos que os alunos tiveram um pouco mais de dificuldades para assimilar o conteúdo, tivemos que explicar varias vezes e usar de diversos exemplos para que eles desenvolvessem a ideia, a partir daí aplicamos a atividade e percebemos como os mesmos reagiam ao conteúdo programado. 

Preciso confessar que de todos os conteúdos este é o que me preocupava mais, acreditava que era algo muito complexo para adolescentes do sétimo ano, inclusive conversei sobre este fato com minha dupla durante o desenvolvimento deste plano, junto com a professora do estágio, conseguimos bolar uma ideia que entrasse nas dependências. No fim realizamos uma gincana com os balões como uma forma de trazer o conteúdo de forma lúdica, os alunos se sentiram muitos confortáveis e se divertiram com a proposta.

Como pode-se notar o plano traz como foco o conteúdo, se desenvolvendo com atividades impressas para corrigir no quadro com auxilio dos alunos, admitimos que no inicio foi meio desafiador criar esse plano, mas com ajuda e apoio da professora Adriana, se tornou mais simples e inspirador.

Focamos em uma teoria Sócio-Interacionista de Vigotsky, onde os alunos aprenderiam interagindo não apenas com nós professores, mas também com o meio em que interage ou seja, com seus colegas de turma, Segundo o teórico, a interação social desenvolve a aprendizagem. Há também um pouco de corrente Behaviorista, pois o aluno responde aos estímulos do ambiente ou seja ele é condicionado a ter respostas e raciocinar.

O principal foco foi tentar trabalhar a língua inglesa como algo interativo e autônomo, não podemos afirmar com certeza que nossas expectativas foram todas atingidas, porém acreditamos que fizemos um bom trabalho até o momento.